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Organização da ecologia

Já falamos um pouco a respeito do que é a ecologia e o que ela estuda, agora vamos ver como ela é delimitada. A ecologia está organizada em níveis hierárquicos, ou seja, seus níveis estão dispostos de acordo com uma classificação. Essa hierarquia é a seguinte: população (grupos de indivíduos da mesma espécie), comunidade (reúne todas as populações de uma dada área), ecossistema ou sistema ecológico (interação da comunidade e ambiente não vivo), paisagem (área heterogênea composta de um agregado de ecossistemas em interação que se repetem de maneira similar por toda a sua extensão), bioma (grande sistema regional ou subcontinental caracterizado por um tipo principal de vegetação ou outro aspecto) e finalmente a ecosfera (inclui todos os organismos vivos da Terra interagindo com o ambiente físico).
As hierarquias da natureza são aninhadas, isso quer dizer que o nível seguinte é composto por duas ou mais unidades do nível anterior, já as hierarquias da sociedade humana são não aninhadas, onde o nível seguinte não depende da união de várias unidades do nível anterior. Por exemplo, na natureza, para termos uma comunidade devemos ter várias populações, para aí sim receberem o nome de comunidade. Na sociedade humana, o gerente não é composto de vários subordinados, mas sim um único indivíduo que recebe as atribuições para que atinja um nível superior.
Na natureza, quando as unidades de um nível se unem para constituírem um nível superior, podem surgir propriedades que não existiam nos níveis inferiores, tais propriedades são denominadas propriedades emergentes. As propriedades emergentes não são a soma das propriedades individuais, e sim novas características que surgem a partir da interação das unidades inferiores, os componentes não se “fundem” nem alteram sua natureza básica, e sim se integram. Um exemplo do surgimento desse tipo de propriedade ocorre da interação entre as algas e animais celenterados (invertebrados de vida marinha, em sua grande maioria) produzindo um coral, fazendo com que haja um eficiente mecanismo de ciclagem de nutrientes que permite ao sistema combinado manter uma alta taxa de produtividade em águas com baixo teor de nutrientes. Quando realizamos a soma dos comportamentos individuais temos as propriedades coletivas, a taxa de natalidade é um exemplo disso, pois é a soma dos nascimentos de indivíduos em um período determinado de tempo. E ainda existem algumas coisas que operam em todos os níveis, são as chamadas funções transcendentes, como por exemplo, a energética. Não interessa o nível, sempre haverá alguma fonte de energia. Ainda temos o comportamento, desenvolvimento, diversidade, evolução, integração e regulação, que são exemplos de funções transcendentes. 

A produtividade e diversidade dos recifes de coral são propriedades emergentes
somente no nível de comunidades dos recifes

Ainda existem os termos capital natural e capital econômico. Que significam o que o próprio nome diz, o capital natural corresponde a todos os benefícios e serviços fornecidos às sociedades humanas pelos ecossistemas naturais, e o capital econômico são os bens e serviços prestados pela humanidade ou pela força de trabalho humano. 



Com tanta coisa para se estudar, em tantos níveis diferentes, como essa galera faz para estudar os ecossistemas? Tudo está interagindo! 

Realmente, isso é um problema. O ecossistema é o primeiro nível completo da escala hierárquica, pois ele tem todos os componentes necessários para a sua sobrevivência. Antes era realizada ou uma abordagem holológica (do todo), ou merológica (das partes), mas chegou-se à conclusão de que os estudos desse nível devem ser em níveis múltiplos, sendo assim, não se entende o todo sem entender as partes, nem as partes sem entender o todo.


Referência:
ODUM, E. P., BARRET, G. W. Fundamentos de Ecologia. 5ed. São Paulo: Cengage Learning, 2011, 612 p.

Obs.: sempre vou referenciar os textos, caso alguém queira se aprofundar no assunto ou ler mais a respeito.
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Ecologia, o que é?

Para iniciarmos a “maratona” de conteúdos do blog, achei interessante abordar o que é a ECOLOGIA, que sem dúvidas é a área que dá a “cara” da biologia, mesmo a biologia tendo muitas (e quando digo muitas são MUITAS coisas mesmo) áreas de atuação.
Hoje se fala muito em sustentabilidade disso, sustentabilidade daquilo e por aí vai, e a ecologia se preocupa justamente com isso, não com a sustentabilidade em si, mas em como nós podemos viver bem em nossa “casa”, esta palavra, ecologia, significa literalmente “estudo da casa”. Quando digo casa, não pense numa casa de alvenaria ou de madeira como a que você mora, mas pense em algo maior, como o nosso planeta. Garanto que quando você está em sua casa (a que você mora) não deve ser muito legal sair jogando lixo no seu quarto (ou atear fogo, vai saber né), pois se você fizer isso vai haver uma consequência. Pense em nosso planeta da mesma maneira, pois em algum momento as consequências surgirão, por mais que demore.
A ecologia vai estudar as relações entre os indivíduos e o ambiente que eles ocupam. Mas temos uma palavra que é parecida com ecologia, a ECONOMIA, que é o gerenciamento doméstico. Infelizmente ecólogos e economistas são vistos, ou pelo menos eram vistos, como “rivais”, porque o ecólogo é o “cara que SOMENTE se preocupa com a natureza” e o economista é o “cara obcecado SOMENTE por dinheiro”. Na verdade, o correto é que os dois trabalhem juntos, e estão surgindo novas áreas em que os dois devem atuar juntos.
Historicamente falando a palavra ecologia foi proposta pelo biólogo alemão Ernst Haeckel em 1869, uma data relativamente recente. Mas não é de hoje que o ser humano tenta entender a natureza, desde muito cedo já se buscava o entendimento do clima, das plantas e dos animais, até hoje, com tanta tecnologia, ainda somos dependentes do ambiente natural, o maior exemplo disso é a nossa dependência contínua de água. Porém só damos valor àquilo que o HOMEM faz, e esquecemo-nos de valorizar aquilo que retiramos dos sistemas naturais e, como sempre, só iremos dar valor quando for caro, muito caro.


Entre os anos de 1968 e 1970, após os astronautas tirarem fotos da Terra vista do espaço, estourou o movimento mundial de consciência ambiental, pois notamos o quanto nosso planeta era solitário e “frágil”. Foi durante a década de 70 que começaram as preocupações com a poluição, crescimento populacional, consumo de alimento e energia e a perda de biodiversidade (principalmente por fatores antrópicos); por isso essa década ficou conhecida como a “década do ambiente”, e no dia 22 de abril de 1970 ocorreu o primeiro “Dia da Terra”, mas nas décadas subsequentes de 80 e 90, os temas ambientais foram empurrados para os bastidores, dando lugar a problemas como a criminalidade, Guerra Fria, ou seja, problemas de relações humanas, mas agora, no início do século XXI, os problemas ambientais estão cada vez mais voltando à tona, pois a exploração dos sistemas naturais sem um pingo de consciência continua.

Referência:
ODUM, E. P., BARRET, G. W. Fundamentos de Ecologia. 5ed. São Paulo: Cengage Learning, 2011, 612 p.

Obs.: sempre vou referenciar os textos, caso alguém queira se aprofundar no assunto ou ler mais a respeito.
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Aprendendo Biologia

A ideia principal do blog é a de disponibilizar, de maneira didática, "explicações" em forma de texto para os diversos conteúdos abordados na Biologia do Ensino Médio, porém de forma bem mais abrangente e detalhada.

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Obrigado.
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