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Diferenças básicas entre DNA e RNA

              O post anterior foi referente à molécula de DNA, mas o que o RNA tem de diferente?


  • O RNA é unifilamentar;
  • Seu açúcar é a Ribose;
  • Em relação às bases nitrogenadas, no lugar de timina teremos a uracila, logo a complementariedade do de bases no RNA é A-U e C-G (a uracila é exclusiva do RNA e a timina é exclusiva do DNA);
  • Existem três tipos de RNA: mRNA (RNA mensageiro), tRNA (RNA transportador) e rRNA (RNA ribossomal);
  • O DNA guarda as informações genéticas, e o RNA vai carregar o código dessas informações até o ribossomo, tais informações serão “traduzidas” para a formação de novas proteínas através de polipeptídios. Os processos de transcrição e tradução serão vistos nas próximas duas postagens;
  • Ele é formado no núcleo e migra para o citoplasma, já o DNA é encontrado no núcleo e nas mitocôndrias ou no núcleo e nos cloroplastos, no caso das plantas.


  • Imagem ilustrando a diferença das bases nitrogenadas que o DNA possui e as bases que o RNA possui.

    Referência:
    GRIFFITHS, A.J.F. et al. Introdução a Genética, 7ed. Rio de Janeiro: Ed. Guanabara Koogan S.A., 2002, 786p.

    Obs.: sempre vou referenciar os textos, caso alguém queira se aprofundar no assunto ou ler mais a respeito.
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    Como o DNA é constituído?


    Vamos ver agora como é constituída a molécula de DNA. Se você leu a postagem anterior já sabe que o DNA carrega toda a informação necessária para ditar as nossas características, que são expressas na forma de proteínas através dos processos de transcrição e tradução, mas como essas informações estão “escritas”? Agora você vai começar a ver que a genética não é tão simples como nas séries policiais.

    Os cromossomos são a forma como o DNA está organizado.

    Muitos de vocês já devem ter visto alguma representação gráfica do DNA, ele é composto por dois filamentos que estão organizados em uma dupla hélice, similar a uma escada em caracol. Esses filamentos são compostos por uma cadeia de materiais estruturais chamados de nucleotídeos, e CADA nucleotídeo possui um grupamento fosfato, uma pentose – açúcar desoxirribose no DNA, e uma base nitrogenada, que pode ser uma das quatro bases nitrogenadas diferentes, adenina (A), timina (T), citosina (C) ou guanina (G). Por isso, no post anterior eu havia dito que o nosso “livro de receitas” possui somente as letras A, T, C, G, pois são as letras iniciais das bases nitrogenadas que servem para designar um dos quatro nucleotídeos. Um gene corresponde a uma sequência específica desses nucleotídeos, que será posteriormente transcrito e traduzido para dar origem a uma proteína.

    Os componentes do nucleotídeo: grupo fosfato, açúcar
    pentose (desoxirribose no DNA) e base nitrogenada
    (A, T, C ou G)

    Os carbonos da pentose do nucleotídeo são numerados, como você pode ver na figura acima, de 1’ até 5’ (os números são seguidos por apóstrofo mesmo). No DNA, os nucleotídeos são conectados uns aos outros nas posições 3’ e 5’, assim, a cadeia de nucleotídeos possui uma polaridade, com uma ponta tendo o grupo fosfato 5’ e outra um grupo 3’ OH. O fosfato e o açúcar são ligados através de ligações fosfodiéster e a base nitrogenada se liga à pentose por uma ligação glicosídica. Para que os dois filamentos fiquem pareados o outro filamento deve ficar no sentido oposto para que as bases nitrogenadas se liguem, por isso os filamentos tem polaridade contrária, enquanto um está no sentido 5’ – 3’, o outro estará no sentido 3’ – 5’.

    Figura ilustrando a constituição da molécula de DNA (CÉZAR e SEZAR).
    As bases nitrogenadas são mantidas juntas por ligações de hidrogênio, que são ligações fracas. Porém elas não se ligam aleatoriamente, há um pareamento específico para as bases nitrogenadas. A adenina pareia-se apenas com timina, e a guanina apenas com a citosina, ou seja, as bases são complementares. Além disso, as bases são classificadas de duas maneiras, em púricas ou pirimídicas. As bases púricas são aquelas que possuem dois anéis de carbono, compreendendo a adenina e a guanina, e as bases pirimídicas são as que possuem somente um anel de carbono, sendo a citosina e a timina. Uma base púrica específica sempre irá se parear com uma base pirimídica específica. Por isso, A – T e C – G, o contrário também é válido, T – A e G – C.

    Referência:
    GRIFFITHS, A.J.F. et al. Introdução a Genética, 7ed. Rio de Janeiro: Ed. Guanabara Koogan S.A., 2002, 786p.

    Obs.: sempre vou referenciar os textos, caso alguém queira se aprofundar no assunto ou ler mais a respeito.
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